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MP mira sócio de provedor de internet por suspeita de vazamento de operação contra facção

A investigação aponta que o empresário, na condição de sócio-administrador de uma empresa provedora de internet, teria violado o dever de sigilo ao informar integrantes do grupo criminoso sobre o início da fase ostensiva da operação policial anterior.

Fonte: DO ROLNEWS
11/03/2026 13h 28min

Notícia

MP mira sócio de provedor de internet por suspeita de vazamento de operação contra facção

Um empresário do setor de internet é alvo de investigação por suspeita de alertar integrantes de uma organização criminosa sobre uma ação policial, fato que motivou o Ministério Público de Rondônia a deflagrar nesta quarta-feira (11) a Operação Eco, no município de Nova Mamoré.

 

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e integra um desdobramento da Operação Godos, deflagrada em 12 de novembro de 2025, que investiga atividades de uma organização criminosa armada.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho. As medidas foram executadas em um endereço residencial e em uma empresa.

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Também foi determinado o afastamento do sigilo de dados telemáticos de dispositivos apreendidos, além da imposição de medida cautelar que proíbe o investigado de manter contato com outros 79 alvos ligados à organização criminosa desmantelada durante a Operação Godos.

A investigação aponta que o empresário, na condição de sócio-administrador de uma empresa provedora de internet, teria violado o dever de sigilo ao informar integrantes do grupo criminoso sobre o início da fase ostensiva da operação policial anterior.

Conforme a apuração, o investigado utilizou telefone para enviar mensagens e realizar ligações alertando que a ação policial estava em andamento, o que teria permitido que integrantes da organização tentassem destruir provas e dificultar a investigação.

O nome “Eco”, atribuído à operação, faz referência à suspeita de propagação indevida de informações sigilosas. A investigação aponta que o investigado teria funcionado como um sistema de alerta dentro da organização criminosa, investigada por crimes como extorsão, homicídio e lavagem de dinheiro.

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