Notícia
Após 50 dias de investigação, a Polícia Civil prendeu cinco pessoas suspeitas de terem matado o ex-prefeito de Candeias do Jamari, Chico Pernambuco (PSB) e o mandante do crime, primo do atual prefeito da cidade, foi declarado foragido. O ex-prefeito foi morto no dia 18 de março quando chegava em casa com a namorada e a enteada. A polícia acredita que o crime foi por motivação política.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Keity Mota, a Operação Brutu deflagrada na manhã da última segunda-feira (8) prendeu quatro, das cinco pessoas envolvidas no caso. O articulador, que foi quem contratou os assassinos, foi preso no dia 24 de março. O mandante do crime já foi identificado, mas está sendo procurado como foragido da Justiça, que expediu um mandado de prisão contra ele.
Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (9) em Porto Velho, a delegada declarou qual seria o motivo do crime. “As investigações iniciaram no dia da morte do prefeito e após 50 dias tivemos várias diligências realizadas e chegamos à conclusão que a morte do prefeito teria motivação política pela busca do poder da prefeitura”, afirma Keity.
A delegada confirmou o envolvimento de Katsumi Ikenohuchi, que é primo do atual prefeito de Candeias do Jamari, no crime. “Ele estava descontente com o modo que o Francisco estava gerindo a prefeitura e ele queria uma secretaria conforme teria sido prometido, já que sua tia teria financiado parte da campanha", conta a delegada.
Também de acordo com Keity, foi Katsumi quem contratou o articulador, que fez o contato com os executores. "Katsumi teria contratado um dos suspeitos que contratou os demais elementos encarregados de executar o Chico Pernambuco por uma quantia em dinheiro. O executores não tinham ciência que o prefeito da cidade que seria morto, até então, o articulador tinha dito à eles que era apenas um garimpeiro”, informou Keity.
Após a morte de Chico Pernambuco os suspeitos do crime passaram a pressionar o articulador para receber o dinheiro, mas o homem que os contratou foi preso dias após o assassinato, no dia 24 de março, no início das investigações.
“Nós prendemos o contratante dos executores que estava refugiado em um sítio. Ele estava com a arma do crime, com R$ 4 mil, além de drogas. Naquele momento, ele foi preso em flagrante delito e precisávamos comprovar que a arma que estava com ele foi a utilizada no assassinato do ex-prefeito, que foi o que a Polícia Técnica conseguiu comprovar”, disse Keity.








