Notícia
Sempre fui favorável a Lei Seca sua implementação com barreiras, blitz e ou ações por parte das autoridades responsáveis pelo trânsito de nosso Estado. Falei sempre fui favorável e continuo sendo mesmo contrariando boa parte da imprensa e de muitos amigos que me advertiam dizendo “as Blitz da Lei Seca são na verdade uma forma do Detran roubar licitamente (sic) o dinheiro do povo”. Nunca acreditei nisto e meus ouvintes diários do programa “Pinga Fogo” na rádio ou na televisão são testemunhas disto, tenho defendido as Blitz entendendo que eram para tirar motoristas bêbados das ruas ou da direção.
Sábado a meia noite definitivamente mudei de ideia, sentí na pele o que sofre alguém nas garras do Detran sedento por dinheiro. Fui abordado em Rolim de Moura por uma blitz, como em outras oportunidades, apresentei documentos, convidado para fazer o teste do Bafômetro, soprei, mesmo voltando de uma festa o resultado, como sempre, deu 00 “Zero” de álcool, eu não havia bebido.
Decepcionados por não poder multar no bafômetro, seis agentes, policiais e não sei mais quem ao redor do veículo Toyota SW4 foram à procura de alguma outra infração, procuraram, procuraram, procuraram, enfim produziram uma.
A luz baixa do farol afirmaram ser de xênon ou led, argumentei que não era nem led ou xênon e sim uma lâmpada halógena (H11) que já vem instalada originalmente de fábrica pela Toyota. Começaram várias reuniões entre a equipe, cada um mais entendido sobre o assunto que outro, uns dizendo que era legal, pois era original de fábrica, outros que não. Depois uma longa espera, de discussão (entre eles) veio o veredito final, Autuar.
Fui multado, não colocaram a real razão, simplesmente escreveram “conduzir veículo com equipamento do sistema de iluminação alterado” e ainda um “babaca” falou, você pode recorrer a JARI. Recorrer? Se os Faróis são originais da Toyota. Se o veículo passou pela inspeção do próprio Detran.
O triste não é ser multado de forma intencional para cumprir metas, o triste é ver a arrogância de alguns agentes, o abuso de autoridade, o despreparo, o desrespeito, a incompetência e se aproveitam da total vulnerabilidade do cidadão.








