Notícia
O documento que mudou radicalmente a vida das pequenas empresas no Brasil está próximo de completar dez anos de existência. A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, nome dado ao projeto de lei complementar 123, de 14 de dezembro de 2006, vem desde então norteando as relações entre municípios, estados e a União com pequenos negócios, garantindo a eles tratamento diferenciado, assim como benefícios diversos.
Uma das principais mudanças foi a criação do regime simplificado de tributação, batizado de “Simples Nacional”, que reúne impostos federais, estaduais e municipais em guias únicas e com menor impacto. Só em Rondônia, um levantamento de agosto deste ano da Receita Federal indica que ao menos 75 mil pequenos negócios são optantes desse sistema. A grande maioria formada de microempreendedores individuais, com faturamento de no máximo R$ 60 mil por ano.
Perto de seu décimo aniversário, a legislação é considerada pelo Sebrae como o maior avanço da história na luta pelo desenvolvimento das pequenas empresas brasileiras. É considerada uma lei viva, pois é constantemente atualizada e adaptada aos novos modelos de negócios, aos fatores econômicos de cada época, assim como às novas demandas dos empresários, garantindo a eles competitividade, desenvolvimento e menos burocracia.
“Fica até difícil resumir em poucas palavras todos os benefícios da Lei Geral. Ela foi moldada nos mínimos detalhes para fazer algo muito simples, mas ao mesmo tempo muito importante, que é favorecer as pequenas empresas em suas relações com o Estado como um todo. Antes dela, grandes e pequenos negócios eram tratados da mesma maneira, impedindo o crescimento da economia e a geração de emprego no país”, explica Valdemar Camata Júnior, diretor-superintendente do Sebrae em Rondônia.







