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Kesley Josué fala da participação, machucado e glória na Paralimpíada

Fonte: Do Globo Esporte
18/09/2016 14h 27min

Notícia

Kesley Josué fala da participação, machucado e glória na Paralimpíada

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 estão fazendo com que muitos brasileiros além de torcer, também fiquem inspirados pela superação dos paratletas. Para os rondonienses, ver os atletas do estado, Mateus Evangelista e Kesley Josué, competindo é um motivo a mais para acompanhar e vibrar com cada competição que eles participam.

O velocista Kesley Josué compete pela classe T13, com baixa visão, competiu nos 100 metros rasos e ficou em quarto lugar. O paratleta foi convocado para representar o país meses antes do grande evento iniciar. Ele comenta sobre a emoção de participar pela primeira vez da paralimpíada e o prazer da competição ser no Brasil.

- Quando cheguei aqui foram necessários duas semanas para eu me adaptar, o que foi muito interessante, pois era tudo novo, mas depois fui me organizando, sempre focado nas competições. Posso dizer que é outro mundo é muito diferente de tudo o que já tinha vivenciado. É uma honra poder representar meu país, ainda mais sendo a sede dos jogos – comenta Kesley.

Com beleza da abertura dos Jogos Paralímpicos, no dia 7 de setembro, Kesley explica que conseguiu ver a celebração à partir de um ângulo diferente, o de quem estava recebendo a festa.

- Com certeza uma das sensações mais inesquecíveis, todo aquele barulho a alegria a emoção, todos gritando por "Brasil" momento único – comenta.

Outra grande emoção para o Kesley foi participar das competições. Mesmo não subindo ao pódio, o paratleta afirma que viveu momentos únicos ao poder representar o Brasil e ver a doação que a torcida tem ao ver os paratletas competindo.

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- No treinamento me machuquei, mas ao chegar ao Engenhão, olhei a torcida que me contagiou, me senti envolvido e me deu força para terminar a prova. Na largada sai muito mal, mas com aquelas vozes que vinham das arquibancadas que gritavam "Brasil", eu só conseguia pensar que iria até o fim, mesmo que fosse o último lugar. Quando terminou achei realmente que tinha sido o último colocado, mas me surpreendi ao ver que era o quarto. O que os atletas falam é verdade, a torcida é muito importante para nosso desempenho – fala Kesley.

Kesley relembra que na Vila Olímpica existem algumas regalias para os atletas, mas que não pôde se dar ao luxo de perder o ritmo que vem mantendo nos últimos meses com disciplina, treino e alimentar adequada.

- Tem muitas coisas a nossa disposição e os fast food são os exemplos perfeitos disso. Mas em momento algum podemos esquecer que devemos ter uma vida de atleta, descansar bem, alimentar e treinar. É a disciplina que nos faz diferentes – explica.

O paratleta não irá mais participar de nenhuma prova na Paralimpíada, mas deve seguir com os treinos e espera a festa do encerramento dos jogos, que acontece no dia 18 de setembro.

- Agora é só recuperação, mas vou continuar treinando aqui na Vila até dia 18 e depois curtir a festa de encerramento no Maracanã. Voltarei para casa em Porto Velho – comenta Kesley.

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