Notícia
A partir desta quarta-feira (10), tem início em Rondônia, o período do vazio sanitário da soja, medida fitossanitária fundamental para o controle da ferrugem asiática, considerada uma das principais doenças que afetam a sojicultura. O período se estende até 10 de setembro e, nesse intervalo de tempo, fica proibido semear ou manter plantas vivas de soja em todo o território estadual.
A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja. Ao eliminar as plantas hospedeiras durante a entressafra, reduz-se significativamente a pressão da doença na safra seguinte, contribuindo para a sanidade das lavouras e para a redução dos custos de produção.
Segundo o gerente de defesa vegetal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), Jessé de Oliveira Júnior, durante os 90 dias de vazio sanitário os produtores devem eliminar todas as plantas voluntárias da cultura, conhecidas como 'soja tiguera' ou 'guaxa', que nascem espontaneamente após a colheita. "A permanência de plantas vivas de soja em áreas irrigadas ou associadas a cultivos como milho, sorgo e milheto também é proibida", explicou.
A partir desse ano, mesmo a soja 'tiguera' que nasce voluntariamente às margens da BR-364 terão que ser eliminadas, sendo que esta atividade será desempenhada pela concessionária que é responsável pela administração da Rodovia.








