FUNCJ, GAIA E SINTERO REALIZAM EVENTO ALUSIVO AO DIA DA ÁFRICA: FALANDO DE MILTON SANTOS
Fonte: DO ROLNEWS
01/06/2026 15h 52min
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Notícia
Na oportunidade foi realizado o diálogo sobre a importância e as contribuições da África para o mundo e da cultura africana e afro-brasileira.
A Fundação Municipal de Cultura e Juventude de Rolim de Moura – FUNCJ, O Espaço Gaia Amiga e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia, SINTERO da Regional da Mata, promoveu o Evento Dedo de Prosa Maio mês da África: Falando de Milton Santos nesta sexta-feira 29/05 na sede a Fundação de Cultura em Rolim de Moura com o tema Dia da África e que comemora-se em 25 de maio e do centenário de Milton Santos, com a coordenação do professor Me. Everaldo Lins de Santana, Esp. Helionice Moura, Doutorando e diretor sindical Socrates Alves de Oliveira.
Na oportunidade foi realizado o diálogo sobre a importância e as contribuições da África para o mundo e da cultura africana e afro-brasileira, problematizando questões relacionadas a pluralidade de experiências e trajetórias de formação daquela espacialidade e as diásporas do povo africano, religião, culinária, línguas, artes, músicas, danças, preconceito e racismo e a inserção histórica do negro na sociedade brasileira e as contribuições de Milton Santos para a geografia brasileira e internacional.
No dia 25/05, comemorou-se o dia da África, também conhecido como Dia de Libertação da África. A data celebra o aniversário da Organização da Unidade Africana (OUA), substituía em 2002 pela União Africana.
Criada em 1963, a OUA foi a primeira instituição continental pós-independência de diversos países africanos. Ela representa a busca de vários povos do continente por união desenvolvimento, democracia e liberdade, contra a colonização europeia.
Na data, 32 chefes de estados africanos se reuniram com líderes de movimento de libertação do continente em Adis Abeda, na Etiópia. O objetivo era incentivar a descolonização e Angola, Moçambique, África do Sul e Rodésia do Sul. Em 26 de maio, os participantes assinaram uma carta de princípios para melhorar os padrões de vida nos estados-membros.
Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu que 25 de maio seria o dia da África ou o dia da Libertação da África, mesma data da criação da Organização da Unidade Africana. No Brasil, a data tem como objetivo promover o reconhecimento da história e cultura africana com a história do país.
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Este maio também se comemora o centenário do grande Milton Santos (1926-2026). Negro e neto de um escravizado, o baiano de Brotas de Macaúbas nasceu há 100 anos —e se tornou figura fundamental no entendimento do Brasil e do mundo globalizado. Construiu um pensamento geográfico radicalmente comprometido com a realidade brasileira e com os povos do Sul global. Defensor de uma geografia crítica, produziu reflexões que romperam com modelos euro centrados e propôs uma leitura do território como espaço de conflito, desigualdade e resistência. Intelectual generoso, formou discípulos no Brasil e no exterior, enfrentou o exílio durante a ditadura e seguiu publicando obras de impacto internacional. Suas contribuições atravessaram fronteiras disciplinares, influenciando estudos em sociologia, urbanismo e economia. Recebeu o Prêmio Vautrin Lud, considerado o Nobel da Geografia, em 1994. Morreu em 2001, mas suas ideias seguem pulsando.
O evento do dedo de prosa contou com a apresentação do grupo de capoeira Zambi sob a coordenação do mestre Terra Samba, com a apresentação de uma reportagem/documentário sobre a vida de Milton Santos e duas performances do dançarino Leandro Pires e uma exposição de fotografia com o tema afro realizada por Carlos Neves e o diálogo entre os participantes o qual foi muito produtivo.
Para o professor e diretor sindical Doutorando Socrates Alves especialista em História da África e cultura afro-brasileira: “Essa é uma data para refletirmos sobre a libertação ou independências dos países africanos, que mesmo após anos de dominação e exploração colonialista e neocolonialista se uniram juntamente com povos africanos que estavam em outros continentes, e a partir do pan-africanismo e de outros movimentos de luta conseguiram juntos conquistar a tão sonhada liberdade política e independência de seus países. É também um momento para discutirmos sobre as contribuições da África para o mundo, especialmente para o Brasil, seja na religião, culinária, línguas, artes, músicas, danças, literatura, filosofia e na cultura afro-brasileira em geral. E principalmente combatermos o preconceito e o racismo existente na nossa sociedade, juntando as significativas contribuições de Milton Santos um grande ícone da geografia brasileira.”