Notícia
Com um aumento de 2.600% no número de hectares desmatados entre 2013 a 2017, o Parque Estadual Guajará-Mirim vem perdendo números expressivos da unidade de conservação ambiental. Dos 77 hectares desmatados inicialmente, após extração ilegal de madeira e queimadas para formação de pasto, já são menos 3.637 hectares.
Para tentar controlar a situação, as fiscalizações no local aumentaram e os fiscais ambientais que atuam no local sofrem ameaças constantes e atentados contra a vida. Em julho deste ano, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) apreendeu 61 motocicletas, 29 motosserras, 21 armas de fogo, nove tratores e seis caminhões. Também foram aplicados mais de R$ 3 milhões em multas a pelo menos 65 pessoas.
Fiscalização intensificada
No coração de Amazônia, uma base foi construída para servir de apoio para fiscais da Sedam fazerem a proteção do Parque Estadual Guajará-Mirim, que abrange os municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim.
A edificação precisou ser transformada em uma fortaleza por causa das constantes ameaças feitas aos fiscais. Em um áudio encontrado em um aparelho celular apreendido com invasores, eles chegam a dizer que a fiscalização só vai acabar depois que os policiais forem mortos.
Atualmente, a base também recebe o apoio de policiais do Batalhão Ambiental e do Comando do Operações Especiais (COE), para garantir a segurança do local.
Desmate e fiscalização
O G1 acompanhou o grupo responsável pela fiscalização no Parque Estadual Guajará-Mirim. Nesta oportunidade, agentes da Polícia Federal (PF) também integraram a força-tarefa com o objetivo de chegar até a Terra Indígena Karipuna, outra Unidade de Conservação, distante cerca de 120 quilômetros, passando pela Reserva Extrativista Jaci-Paraná.
Na Reserva Jaci-Paraná são encontrados acampamentos que servem de abrigo para os invasores fazerem a retirada de madeira. Quando os fiscais chegam ainda encontram alguns pertences pessoais dos suspeitos, mas eles fogem, embrenhando-se no que restou da floresta.








