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Rondônia

Federação e Clube emitem nota sobre matéria do Esporte Espetacular veiculada no domingo

Fonte: Folha do Sul

08/06/2020 20h 06min

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Federação e Clube emitem nota sobre matéria do Esporte Espetacular veiculada no domingo
Divulgação

No último domingo, 07, o programa Esporte Espetacular veiculou reportagem de estreia da série “Fronteiras” que irá mostrar o futebol brasileiro longe dos grandes centros nacionais do esporte. E o material produzido para abrir a série levou às telas de todo o Brasil as dificuldades do futebol rondoniense tendo como pano de fundo o Guajará Esporte Clube.

Entre entrevistas com atletas locais e jogadores de outros estados que relataram as dificuldades de trabalhar em condições precárias, incluindo atrasos de salários; a fala de Adelino Evangelista que se apresentou como presidente do clube. No entanto, em nota enviada pelo Guajará EC à FFER e a imprensa nesta segunda-feira, o clube denuncia que Adelino Evangelista não é o presidente do GEC, tampouco tinha autorização para falar em nome do clube. A nota é assinada por Paulo Figueredo de Araújo, que seria o presidente de fato.

A Federação de Futebol do Estado de Rondônia também publicou nota em seu site oficial rebatendo a reportagem. Em trecho da nota a FFER afirma: “Infelizmente, a matéria exibida no Programa colheu informações de pessoas não autorizadas a falar em nome da agremiação, Guajará Esporte Clube, pessoas estas que, via de regra, aportam em nossa região com o único propósito de se locupletar tentando tirar proveito do nosso já tão sofrido futebol e, por não encontrarem meios de saciar seus intentos financeiros, via patrocínios por órgão governamentais ou empresas privadas, as quais certamente não vão correr o risco de investir sem garantias de retorno, descarregam suas decepções pelo fracasso, na Federação de Futebol do Estado de Rondônia”.

Abaixo, a íntegra da nota da FFER e na sequência, também na íntegra, a nota do Guajará EC.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE MATÉRIA VEICULADA NO ESPORTE ESPETACULAR
Na manhã deste domingo (07) o Esporte Espetacular, programa da Rede Globo de Televisão, divulgou matéria sobre uma série denominada Fronteira, divulgando informações colhidas junto ao clube Guajará Esporte Clube.


Infelizmente, a matéria exibida no Programa colheu informações de pessoas não autorizadas a falar em nome da agremiação, Guajará Esporte Clube, pessoas estas que, via de regra, aportam em nossa região com o único propósito de se locupletar tentando tirar proveito do nosso já tão sofrido futebol e, por não encontrarem meios de saciar seus intentos financeiros, via patrocínios por órgão governamentais ou empresas privadas, as quais certamente não vão correr o risco de investir sem garantias de retorno, descarregam suas decepções pelo fracasso, na Federação de Futebol do Estado de Rondônia.


Desde já, é bom ressaltar, que o que acontece na agremiação citada, é um caso isolado de extrema falta de reconhecimento por tudo que lhe foi oportunizado, via federação, para que conseguisse se manter na competição e, temos certeza, que o seu Presidente, de fato e de direito, Sr. Paulo Figueiredo de Araújo, confirmará estas informações.
À Federação de Futebol do Estado de Rondônia cabe realizar, promover e organizar as competições, tanto profissionais quanto de base, no estado de Rondônia. Não há, portanto, qualquer responsabilidade da entidade sobre pagamentos de salários de atletas, despesas com logística dos clubes, moradia de funcionários dos clubes, alimentação, dentre outros.


A entidade procura, por todos os meios disponíveis, auxiliar os clubes nas competições, pois, mais que ninguém, conhece suas dificuldades, já que, atuam numa região extremamente carente de recursos em comparação às mais abastadas do país. A ajuda da FFER aos filiados, diante dos recursos que dispõe, é constante, durante todas as competições e a todos os filiados indistintamente. No caso em comento, a agremiação foi isentada de inúmeras taxas relativas a contratos de atletas, taxas de transferências interestaduais, pagamento de taxas de arbitragem, tudo documentado pela entidade e, inclusive, com agradecimentos registrados em ofício pelo Presidente do clube.


Os três clubes da capital, Sport Club Genus, Porto Velho Esporte Clube e Rondoniense Social Clube foram extremamente prejudicados devido à reforma ainda em curso promovida pelo proprietário do estádio, o Governo do Estado. Por consequência, estas agremiações tiveram que procurar vias alternativas para mandar seus jogos, sendo necessário, inclusive, jogar em outro estado como foi o caso do Sport Club Genus que mandou seus jogos na cidade de Humaitá-AM. O Guajará Esporte Clube, padecendo do mesmo problema, transferiu seus jogos para a cidade vizinha de Nova Mamoré/RO. A FFER tentou de todas as maneiras junto aos órgãos públicos a agilização das reformas, sem sucesso, mesmo estando claro nas leis desportivas vigentes que a indicação do estádio para mando dos jogos é de exclusiva competência dos clubes participantes.


Quando o suposto dirigente se refere à mudança do dia do jogo de sua equipe, esta ocorreu uma única vez, tendo que ser realizada na véspera da data prevista, já que, o clube mandante, Porto Velho Esporte Clube, somente conseguiu a liberação do estádio citado acima, para realizar seu jogo com portões fechados. Ressalte-se que a alteração foi realizada amparada pelo Regulamento Específico da Competição, com a anuência de ambos os clubes por meio de documento oficial.


Entendendo o difícil momento enfrentado em razão da pandemia do COVID- 19, sempre no intuito de ajudar seus filiados, a FFER, por meio de decreto isentou de qualquer penalização os clubes que naquele momento optassem por desistir da competição de 2020 cancelando o descenso, ou seja, nenhum clube desistente será rebaixado à série B.
Comentário do Presidente do Ji-Paraná FC ao tomar conhecimento da reportagem : “Vi essa matéria, o sentimento que fica é de tristeza e revolta, pois quem a fez não tem nenhum conhecimento do futebol de Rondônia, pegou um fato isolado e generalizou e nem se preocupou em estudar e debater mais sobre o assunto. Agora eu tinha dois patrocínios grandes engatilhados para o Ji Paraná fazer uma boa participação na série D e agora o caminho fica mais difícil pois a matéria foi mídia nacional e as marcas nas quais estou negociando são nacionais e já devem ter visto a reportagem”, disse o Presidente Jose Carlos Vítor do Ji Paraná.


A FFER sempre organizou suas competições de forma transparente e respeitosa a seus filiados e aos torcedores.
Faz-se necessária uma reflexão ao conteúdo da matéria onde claramente se aproveitaram do difícil momento que o clube vem enfrentando, procurando, de forma injuriosa, transferir responsabilidades.
Lamentamos a exibição da matéria, tendo em vista o conteúdo ofensivo que não condiz com a realidade dos fatos. Nosso futebol passa por dificuldades, mas, não deve ser retratado desta forma, por pessoas, seguramente, sem qualquer escrúpulo.
FFER

Abaixo a íntegra da nota do Guajará EC

NOTA
Venho por meio deste esclarecer sobre uma matéria exibida no esporte espetacular nesta manhã de Domingo (7), em que alguém fala em nome do Guajará Esporte Clube, em nenhum momento foi autorizado ninguém falar em nome do clube. Não tivemos estádio para os nossos mandos de campos é verdade, mas não compete a Federação de Futebol de Rondônia as reformas de estádios, pois estas reformas estão sobre responsabilidades do Estado.
Essa matéria é generalizada, pois, se trata de uma situação isolada, gente que fala por simplesmente falar e outras porque querem aparecer. A nossa maior parceira no futebol é Federação de Futebol na Pessoa do presidente senhor Heitor Costa. Somos ajudados com transferências de atletas, taxas, inscrições, pagamentos de árbitros e qualquer situação que estar nas condições da Federação.
Por tanto, eu como Presidente do Guajará Esporte Clube em nenhum momento fui convidado a falar algo pelo clube, essas afirmações sobre a Federação citadas por alguém em nome do clube não pode ser considerada.
Guajará-mirim, 07 de junho de 2020.


PAULO FIGUEREDO DE ARAÚJO
PRESIDENTE

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