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Estelionato: jovem de 18 anos é vítima do ‘golpe da novinha’ em Santa Luzia do Oeste

Criminosos usaram perfil falso e se passaram por autoridade policial para extorquir dinheiro da vítima.

Fonte: DO ROLNEWS
01/10/2025 15h 03min

Notícia

Estelionato: jovem de 18 anos é vítima do ‘golpe da novinha’ em Santa Luzia do Oeste

Um jovem de 18 anos registrou ocorrência na Polícia Civil de Santa Luzia do Oeste (RO) após cair no chamado “golpe da novinha”, uma modalidade de estelionato que tem feito vítimas em várias partes do país.

De acordo com o boletim, o rapaz conheceu uma mulher através da rede social Instagram, que usava o perfil “Gabriele”. A conversa migrou para o WhatsApp, onde a suposta jovem enviou uma foto íntima e pediu que a vítima fizesse o mesmo. O jovem recusou.

Pouco depois, ele foi contatado por outro número de WhatsApp. O interlocutor se identificou como um delegado de polícia, afirmando que estava ao lado dos “pais da menor” e que poderia emitir um mandado de prisão contra a vítima. Para evitar o suposto processo, o jovem foi pressionado a realizar transferências via Pix.

Ao todo, ele realizou quatro transações, totalizando R$ 3.800,00, em contas ligadas a duas pessoas: Jackson Miller Ferraz dos Santos e Stefani da Silva dos Santos. Sempre que o dinheiro era enviado, o falso delegado alegava que o Ministério Público não havia aceitado o acordo e exigia novos depósitos. Foi nesse momento que a vítima desconfiou do golpe e procurou a polícia.

Como funciona o golpe da “novinha”

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Esse tipo de crime segue um padrão de abordagem:

  • Perfis falsos são criados em redes sociais com fotos de mulheres jovens, muitas vezes roubadas da internet;
  • Conquista e sedução: os criminosos iniciam conversas com elogios e insinuações;
  • Envio de fotos íntimas: a vítima é induzida a compartilhar imagens;
  • Extorsão: outro golpista entra em cena como suposto parente ou autoridade (delegado, advogado, promotor);
  • Ameaças e chantagem: a vítima é acusada de crimes graves, como pedofilia ou dano moral, e pressionada a pagar valores para evitar prisão ou exposição;
  • Pressão psicológica: documentos falsos e mensagens simuladas dão aparência de credibilidade à fraude.

Orientação das autoridades

A Polícia Civil reforça que delegados e autoridades não solicitam pagamentos via Pix para encerrar investigações ou evitar prisão.

A recomendação é:

  • Não enviar fotos íntimas a desconhecidos;
  • Não efetuar transferências financeiras sob pressão;
  • Registrar imediatamente ocorrência policial.
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