Notícia
cesso em 13/04/2019.
EDUCAÇÃO DOMICILIAR/FAMILIAR
Por: Dirceu Bettiol, Professor do Departamento de Educação da UNIR/Campus de Rolim de Moura.
Neste momento se inicia discussão sobre a Educação Domiciliar/Familiar, inclusive o Projeto de Lei já enviado no dia 11 de abril ao Congresso Nacional,para análise e discussão para uma possível aprovação, acredito que seja importante, pois somos um pais democrático e tudo que seja iniciativa da sociedade deve ser respeitado e dar o encaminhamento devido, com isso não significa que deve ou não ser aprovado.
Quanto ao mérito, entendo que estamos embrenhados numa questão muito perigosa e delicada, no momento que se discute também a qualidade de ensino oferecido, assim como a educação em tempo integral que deveria estar em debates e em plena implantação, a Educação do Brasil não está perene, os desníveis sociais interferem diretamente no processo, implantar a Educação Domiciliar/Familiar pode ser uma das formas de comprometer ainda mais a qualidade de ensino do país.
Se tivéssemos num país em que o sistema de ensino fosse prioridade para os governantes, como em outros, citando como exemplo aFinlândia que ocupa o primeiro lugar, dentre os 36 países pesquisado pelo PISA, seguido do Japão em segundo e Suécia em terceiro, que lideram o ranking internacional de qualidade da Educação Mundial, em todos os seus aspectos em níveis educacionais, poderíamos sonhar em que as famílias estruturadas com pais cultos e habilitados, talvez seria uma das opções por uma educação melhor. Mas, não vemos essa possibilidade, numa sociedade subdesenvolvida culturalmente e economicamente, onde o próprio sistema educacional atual de ensino está em decadência, com professores maus pagos em consequência pouco qualificados, com uma estrutura curricular indefinida que não atende as peculiaridades do conhecimento integral do aluno e das desigualdades sociais, estrutura física dos estabelecimentos na sua maioria sem manutenção, sem equipamentos, laboratórios e bibliotecas, sem falar das tecnologias que estão a mercê do que é ideal, não condiz com as necessidades programáticas curriculares.







