Notícia
Em reportagem do site da Folha de São Paulo, Rolim de Moura foi citada entre as cidades brasileiras cancelaram o Carnaval 2016. A matéria diz que o dinheiro, exposto o valor de R$ 120 mil, será para construção de apenas três salas de aula. A reportagem foi publicada no domingo, e mostra não só a situação de Rolim de Moura, mas também de outras cidades polo que tiveram que cancelar a folia carnavalesca em 2016.
Apesar de toda a repercussão, Rolim de Moura não realiza a festa de carnaval desde 2012. O motivo é a falta de recursos suficientes acompanhado com a prioridade de investimentos. O cancelamento da festa dividiu opiniões na cidade, após um réveillon sem queima de fogos e festa.
Acompanhe a matéria na íntegra:
Com parte das fantasias prontas, a escola de samba Mocidade Alegre, de Juiz de Fora (MG), precisou guardar tudo para, quem sabe, desfilar no próximo ano. Culpando a crise, a prefeitura propôs reduzir em quase 70% a verba das agremiações, que preferiram cancelar a folia.
Como a cidade mineira, ao menos outras 53 em nove Estados cancelaram ou reduziram as festividades carnavalescas devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios.
E, no lugar de confetes, serpentinas, escolas de samba, blocos e shows, as cidades —onde há verba— estão investindo em ambulância, abrigo para crianças, salas de aula e obras antienchentes. A seca nos cofres atinge principalmente municípios pequenos, mais dependentes de repasses estaduais e federais.
"Reduzir, como proposto, de R$ 65 mil para R$ 22 mil faria o espetáculo ser de baixa qualidade. Já há preconceito de que Carnaval usa dinheiro público e, se fosse apresentado algo ruim, só aumentaria isso", disse o publicitário Henrique Araújo, diretor da Mocidade Alegre mineira.
Só em Minas Gerais, os cancelamentos ou reduções atingem ao menos 26 cidades. Em São João del-Rei, os R$ 350 mil de verba do desfile vão virar operação tapa-buraco (R$ 200 mil) e apoio à saúde (R$ 150 mil), segundo o secretário de Cultura e Turismo, Pedro Leão. O Carnaval dos blocos está mantido.
MARIANA
Em Mariana, onde o rompimento da barragem da Samarco, de propriedade da Vale e da BHP Billiton, causou um rastro de destruição, o Carnaval está mantido. Mas será menor.









