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Demora no atendimento médico à filha faz mãe ter ataque de fúria em Porto Velho

Mulher se desesperou depois de três horas de espera com a filha doente.

Fonte: Do G1 RO
09/03/2016 10h 16min

Notícia

Demora no atendimento médico à filha faz mãe ter ataque de fúria em Porto Velho

Revoltada com a demora no atendimento à filha, que apresentava quadro de vômito e diarreia, na tarde desta terça-feira (8), depois de três horas de espera, uma mulher de aproximadamente 30 anos teve um ataque de violência e, segundo relatos, invadiu um consultório médico, derrubou o monitor de um computador e agrediu um vigia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste de Porto Velho.

A mulher alega ter chegado à UPA por volta do meio dia e, depois de três horas de espera, com a filha sem poder se alimentar e perdendo líquido, ela foi falar com uma médica e teria recebido a informação de que precisaria esperar mais um pouco. Desesperada com a situação filha de cinco anos, a mulher teria invadido o consultório médico e exigido atendimento. "A médica saiu e chamou o vigia, que foi grosseiro e truculento. Minha reação não foi correta, mas agi na emoção. Só queria um remédio para curar minha filhinha”, justificou a mulher . Segundo informações levadas à polícia, ela agrediu o vigia.

Ao G1, o diretor da unidade, Raimundo Lamarão, disse que, no momento da confusão, havia cerca de 40 pacientes para três médicos que atendiam em caráter especial. "Estavam fazendo um plantão extra", disse.

Ele informou ainda que o atendimento é dividido por casos de prioridade e o caso da criança, segundo classificação de risco, não era de emergência. Lamarão afirmou ainda que, diariamente, a UPA atende entre 400 e 500 pessoas.

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"É a primeira vez que esse tipo de ocorrência acontece, mas a culpa é da Secretaria de Administração do Município que não convocou em tempo os médicos aprovados no último concurso". Lamarão explicou que, recentemente, foram convocados 55 médicos, mas, destes, apenas 30 devem assumir. "Devido a demora na convocação, muitos já têm outro empego ou foram embora da cidade”.

Para um atendimento a contento, o diretor da UPA diz que a unidade deveria ter um quadro formado por 20 médicos trabalhando em escalas de 20 horas e 11 em escalas de 40 horas. "Hoje, por exemplo, não havia nenhum médico na escala, os três que atendiam estavam fazendo extra".

Depois da confusão, como as partes envolvidas tiveram que comparecer a delegacia para registro de ocorrência, o atendimento na UPA teria sido suspenso, só voltando a normalidade no início da noite.

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