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policial

Começa julgamento de sargento acusado de matar companheira e jogar corpo em rio em Porto Velho

Gilmar de Sousa Castro responde por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver; crime ocorreu em 2022.

Fonte: DO ROLNEWS
15/10/2025 13h 41min

Notícia

Começa julgamento de sargento acusado de matar companheira e jogar corpo em rio em Porto Velho

Teve início na manhã desta quarta-feira (15), em Porto Velho (RO), o julgamento do sargento da Polícia Militar Gilmar de Sousa Castro, de 53 anos, acusado de matar a companheira, Lindalva Galdino de Araújo, de 52 anos, e jogar o corpo em um rio, em julho de 2022.

Segundo a denúncia, o policial é julgado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O caso ganhou grande repercussão à época pela crueldade do crime.

Relato da filha da vítima

Em entrevista à Rede Amazônica, Jaqueline Araújo de Azevedo, filha de Lindalva, disse esperar por justiça e lamentou não ter conseguido se despedir da mãe.

“A minha mãe era muito amável, tratava muito bem ele. Minha mãe não merecia isso, ninguém merece uma maldade dessa. A gente não teve nem a oportunidade de ter um velório digno. Isso me dói tanto, quando lembro que não pude pegar na mão dela”, desabafou.

Crime e confissão

De acordo com o boletim de ocorrência, Gilmar teria atirado contra Lindalva, atingindo-a no pescoço. Em seguida, ele enrolou o corpo em uma lona, colocou no porta-malas do carro e se dirigiu ao ramal Maravilha, onde jogou o corpo em uma ribanceira.
O acusado confessou à polícia que arrastou o corpo até o rio Madeira e assistiu até ele desaparecer.

Defesa e acusação

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A defesa do sargento sustenta que o tiro foi “um acidente doméstico” e afirma que ele tentou levar a vítima ao hospital, mas entrou em pânico.

“Gilmar viveu 18 anos com Lindalva. Eles tinham planos. Infelizmente, aconteceu uma fatalidade. Muitas vezes, diante de situações como essa, as pessoas não sabem o que fazer”, declarou o advogado Maurício Filho.

Já a promotora de Justiça Joice Gushy, do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), afirmou que há provas contundentes de que o crime foi doloso e premeditado.

“Temos provas robustas que apontam exatamente o contrário do que diz a defesa. Ele praticou um crime horrendo contra uma pessoa que devia amar e proteger”, declarou.

Durante o julgamento, quatro testemunhas de defesa devem ser ouvidas. A expectativa é que o veredito seja conhecido ainda nesta semana.

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