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Cinco pessoas condenadas por assassinato de procurador da Câmara de Cacoal; penas ultrapassam 100 anos

Cinco acusados foram condenados a mais de 100 anos de prisão pelo crime premeditado contra Sidnei Sotele, morto em 2019; dois deles também responderão por tentativa de homicídio contra colega que sobreviveu ao ataque.

Fonte: DO ROLNEWS
31/08/2025 11h 20min

Notícia

Cinco pessoas condenadas por assassinato de procurador da Câmara de Cacoal; penas ultrapassam 100 anos

Após dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri condenou cinco réus pelo assassinato do procurador da Câmara de Vereadores de Cacoal, Sidnei Sotele, morto a tiros em frente ao prédio público em 2019. As penas aplicadas somam mais de 100 anos de prisão. O crime foi premeditado, planejado com antecedência e teria sido motivado por promessa de pagamento.

Sidnei havia sido nomeado procurador-geral da Câmara apenas uma semana antes de ser executado com 14 disparos, em plena luz do dia.

O crime e a tentativa de homicídio

No ataque, também foi alvo Gideão Francisco, que acompanhava Sidnei no momento e foi confundido pelos criminosos como segurança do procurador. Ele levou um tiro na cabeça, ficou 28 dias internado e precisou passar por traqueostomia, o que o impediu de falar por um período.

As imagens das câmeras de segurança mostraram o instante em que os executores chegaram em um carro branco, desceram armados e dispararam diversas vezes. O veículo havia sido furtado, adulterado e posteriormente incendiado para tentar eliminar provas.

As condenações

Confira as penas e o envolvimento de cada réu:

  • Mauricio Souza Genovez – apontado como líder da execução e autor dos disparos. Condenado a 50 anos, 4 meses e 2 dias de prisão em regime fechado.

  • Maycon Anderson da Silva Nascimento – motorista do carro e responsável por levantar a rotina da vítima. Pena de 31 anos e 15 dias em regime fechado.

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    Wilhasmar Ventramelli – cedeu a casa para esconder os executores. Condenado a 13 anos, 7 meses e 10 dias de prisão.

  • Gilberto da Silva dos Santos – conduziu o veículo de fuga e tentou desviar as investigações. Pena de 3 anos e 9 meses em regime fechado.

  • Gervásio Lucas Brandão – adulterou o veículo e foi condenado por lesão corporal grave. Pegou 5 anos em regime semiaberto.

Outros dois réus que estavam no processo foram absolvidos.

Mandante e motivação

Segundo a sentença, o assassinato foi cometido mediante promessa de pagamento, caracterizando crime por encomenda. O suposto mandante já faleceu, mas a motivação específica da execução não foi detalhada na decisão.

Repercussão e defesa

A defesa de alguns réus avaliou que, apesar das condenações, houve vitórias parciais, já que algumas qualificadoras foram retiradas e as penas ficaram menores do que o esperado em determinados casos.

O julgamento marca um desfecho importante para um dos crimes mais chocantes de Cacoal, que tirou a vida de um procurador em pleno exercício da função, em frente à Câmara Municipal, com grande repercussão na época.

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