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Caso Nattan: Polícia esclarece morte do garoto em Cacoal

Padrasto e mãe do garoto estão presos

Fonte: Do Rolnews
27/06/2017 16h 32min

Notícia

Caso Nattan: Polícia esclarece morte do garoto em Cacoal

Exatamente 22 dias após a morte do garoto Nattan da Mota Soares, 13, a Polícia Civil de Cacoal, através da equipe da delegada Fabiana May, da delegacia de atendimento à mulher, com o apoio da equipe da divisão de homicídios, conseguiram esclarecer a causa da morte e prender os acusados do crime.

Bruno Alves Domingues, 34 anos, padrasto de Nattan, e a mãe do menino, Séfora Anerao Mota, 32 anos, estão presos.

No final da manhã desta terça-feira (27), durante uma coletiva de imprensa na Delegacia Regional de Polícia Civil de Cacoal, o diretor de polícia do interior, delegado Arismar Araújo, e a delegada Fabiana May explicaram como ocorreu o crime.

No último dia 5, segundo a médica que realizou o atendimento, Nattan chegou morto no pronto-socorro do Heuro, Hospital de Urgências e Emergências Regional de Cacoal.

A médica conseguiu ressuscitá-lo, embora menos de 20 minutos, após reanima-lo, Nattan teve outra parada cardíaca vindo a óbito.O corpo apresentava dezenas de lesões.

O menino havia sido levado ao hospital pelo padrasto, que logo em seguida teria saído do local.

Devido as lesões, a Polícia Militar foi acionada e conseguiu localizar Bruno, que alegou ter saído para buscar os documentos de Nattan.

Ele foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento por mais de 10 horas. Séfora, mãe do garoto, também prestou depoimento por mais de 4 horas.

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O médico legista, durante o trabalho de necropsia, levantou a possibilidade de morte natural de causa desconhecidas, pois as lesões eram superficiais, ou seja não resultariam em sua morte.

Após um estudo detalhado e exaustivo da literatura médica, concluiu-se que Nattan foi asfixiado mecanicamente. O garoto tentou se defender para não ser morto, com isso as marcas no corpo indicam que os sinais são de defesa.

Além do resultado do exame tanatoscópio, testemunhas auxiliaram as investigações, assim como a tornozeleira eletrônica que Bruno faz uso. O monitoramento colocou o acusado na cena do crime na hora provável da morte do menino. Com isso, Bruno havia sido preso por descumprir as regras de liberdade condicional.

Hoje foi certificado o mandado de prisão preventiva pelo crime de homicídio e ele está recolhido no presídio de Cacoal.

Séfora também foi presa, mas por estar gestante inicialmente vai cumpri a prisão em regime domiciliar.

As investigações concluíram que Bruno foi quem matou a vítima e segundo a Polícia, a mãe é coautora. A mãe teria instigado a raiva no padrasto. O motivo do crime, apontado pela Polícia, foi a a raiva.

O laudo também constatou que Nattan, não sofreu violência sexual, ou seja, o garoto não foi estuprado.

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