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Biochips ainda são promessa de futuro conectado

Fonte: YAHOO NOTÍCIAS

09/01/2020 11h 15min

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Biochips ainda são promessa de futuro conectado
Foto: Divulgação

Atualmente, as pessoas têm a sensação de que a conectividade está na palma da mão. Afinal, celulares conseguem substituir cartões de crédito, crachás e até documentos pessoais de identidade. Enquanto isso, vestíveis inteligentes, como pulseiras, relógios e até anéis, acompanham a saúde do usuário e invisibilizam ainda mais as funções do celular.

No entanto, há uma evolução que deve deixar a conectividade literalmente na palma da mão: os biochips. Do tamanho de um grão de arroz, a tecnologia é implantada sob a pele, geralmente entre o polegar e o indicador. Dentre outras coisas, com ele, já é possível fazer compras com o cartão, autenticar identidade e até armazenar informações sobre saúde.

Durante sua curta existência, porém, o biochip já atravessou diversos momentos, cheio de altos e baixos. Foi chamado de “marca da besta” por pastores evangélicos extremistas, considerado o futuro da conexão móvel e, hoje, perdeu um pouco da força por conta de avanços de smartphones. Será que ainda há espaço para o biochip na vida das pessoas?

“Sem dúvidas”, crava o especialista em tecnologias móveis e professor de biotecnologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Wellington Olivetto. “Há cinco ou seis anos, a gente imaginava que o biochip teria um crescimento mais vertical e rápido. O que aconteceu é que as pessoas ainda não estavam preparadas. Precisamos da ‘fase smartphone’ antes”.

Avanços dos biochips
O fato é que, nos últimos anos, a tecnologia do biochip avançou silenciosamente para tentar, em breve, capturar a atenção do grande público. Antes servindo apenas como uma espécie de receptáculo de informações, hoje o biochip já pode ser encontrado com a tecnologia de NFC, para pagamentos por aproximação, e até com criptografia embutida.

Além disso, o preço do biochip tem baixado. Podendo ser implantado em hubs de tecnologia ou até em estúdios de piercing especializado em mudanças corporais, o tal “grão de arroz tecnológico” pode ser encontrado por valores que variam entre US$ 30 e US$ 250. O que varia é o tipo de tecnologia usada e o nível de segurança escolhido pelo usuário.

O implante do biochip dura cerca de 20 minutos e a dor é mínima. Nunca foram registrados casos de reação do corpo contra o intruso. O que pode acontecer é infecção por falta de limpeza na região perfurada. Além disso, fique tranquilo: o chip não tem data de validade e não vai parar de funcionar dentro do corpo. Ele sobrevive até depois da morte do usuário.

Thiago Bordini, diretor de inteligência cibernética no Grupo New Space, acompanha toda essa evolução da tecnologia. Afinal, em 2017, ele começou a estudar a segurança dos dispositivos implantando um biochip rústico, que servia apenas como identificador e para armazenar informações. Já em 2018, implantou um mais avançado com tecnologia NFC.

“Nos últimos anos, vi aumentar muito a segurança dos biochips e, principalmente, as funcionalidades”, afirma Bordini, que diz não se arrepender dos dois dispositivos implantados em ambas as mãos. “Agora, com esse sentido mais prático do biochip, as pessoas irão quebrar a resistência de colocar esse ‘objeto estranho’ dentro do corpo”.

Como os biochips podem ser utilizados
Com esses avanços na forma de conexão e na segurança, o uso do biochip esbarra apenas na criatividade de desenvolvedores. É possível, por exemplo, usá-lo para que pessoas surdas, mudas e com alergias tenham informações de saúde sempre à disposição, como tipo sanguíneo e doenças. Bastaria aproximar um smartphone da mão da pessoa chipada.

Há, também, projetos de mobilidade. O SESI-SP, em parceria com o Grupo New Space, está desenvolvendo uma tecnologia para postes que conversa com chips de cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida. “O cadeirante tem um tempo maior de travessia. Pessoas tetraplégicas nem precisariam pedir para alguém apertar o botão”, afirma Thiago.

Wellington Olivetto, da UFPR, acredita que o biochip será o passo para transações em um piscar de olhos. “A gente não vai mais precisar tirar o cartão, o crachá ou o que quer que seja do bolso”, diz o professor. “É a invisibilização de pagamentos, de conexão. O momento do biochip será quando 5G chegar. Aí, a briga vai ser feia com smartphones e vestíveis”. 

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