Notícia
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja-RO), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), ingressou nesta quinta-feira (22) com uma ação na Justiça Federal pedindo a suspensão da cobrança de pedágios na BR-364, no trecho que liga Vilhena a Porto Velho.
De acordo com a Aprosoja, o pedido tem caráter de urgência e questiona a forma como a cobrança foi implementada, apontando falta de previsibilidade e transparência nas decisões relacionadas à concessão da rodovia. A entidade afirma que alterações contratuais ocorreram no fim de 2025 e resultaram na antecipação da cobrança em quase seis meses em relação ao cronograma inicialmente divulgado.
Segundo o consultor de Relações Governamentais da Aprosoja-RO, Tiago Rocha, a medida afeta diretamente o planejamento do agronegócio. Ele explica que a cadeia produtiva da soja e do milho opera com contratos firmados com antecedência, envolvendo logística, frete, financiamentos e compromissos comerciais.
“A criação de um novo custo, sem aviso prévio e sem tempo para adaptação, gera insegurança e compromete acordos já firmados. Isso impacta diretamente a competitividade do setor”, destacou.
Ainda conforme Tiago Rocha, estudos técnicos apontam reflexos significativos na logística regional. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a cobrança do pedágio pode reduzir em quase 3 milhões de toneladas o volume de cargas de Mato Grosso que passam por Rondônia, o que representa uma retração de cerca de 44%.








