Notícia
A extração de minério ou garimpagem no Rio Madeira, entre a cachoeira de Santo Antônio e a divisa com o estado do Amazonas, em Porto Velho, continua sendo proibida. Nesta semana, a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) revogou o projeto de lei de iniciativa da própria casa, que permitia o garimpo na região.
No mês de agosto, com um decreto legislativo, os deputados da ALE-RO tentaram cancelar a Lei Estadual 5.197 de 1991, que proibia o garimpo na região considerada Área de Proteção Ambiental (APA). Embora o projeto de lei ainda não tivesse sido sancionado pelo Governo de Rondônia, algumas dragas já estavam funcionando, inclusive nas proximidades da ponte do Rio Madeira.
Por entender que as atividades de garimpo prejudicariam a região e a população, o Ministério Público Federal (MPF-RO) expediu uma recomendação para que o Executivo e o Legislativo não legalizassem o garimpo na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Madeira. O órgão estipulou ainda um prazo de cinco dias para a ALE-RO retirar o decreto.
Segundo a procuradora federal Gisele Bleggi, do MPF, a recomendação atende ao que foi decidido na audiência pública que debateu o assunto no dia 22 de agosto.
"O garimpo só prejudica e degrada ainda mais a região, que já sofre com erosão e o assoreamento. Existe ainda o risco contaminação do rio e intoxicação humana pelo mercúrio", alertou a procuradora.
Assembleia
Sem fazer menção à recomendação do MPF, na última terça-feira (6), a ALE-RO apresentou o Projeto de Lei 472/16, suspendendo a autorização das atividades de extração de minério ou garimpagem prevista no decreto aprovado no mês de agosto, além da concessão de novas autorizações. O projeto ainda deve passar pela aprovação do Governo do Estado.








