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POLÍTICA

A política no tempo que RO era Território Federal do Guaporé

Rondônia se ainda fosse Território Federal, estaria completando no dia de hoje 13 de setembro, 75 anos de criação

Postada em 13/09/2018 12:35hrs
Fonte: DIÁRIO DA AMAZÔNIA

A política no tempo que RO era Território Federal do Guaporé

Como não poderia deixar de ser, a política partidária, desde da criação do Território pelo presidente Getúlio Dorneles Vargas, faz parte do cotidiano das pessoas que passaram a se denominar como “Catega” (aquele que tem categoria para exercer um cargo público).

O grande cacique político da época, Coronel Aluízio Pinheiro Ferreira era respeitado até nos terreiros de macumba, que existiam na capital Porto Velho: “Batuque de Santa Bárbara” comandado pela Mãe Esperança Rita e o Batuque do “Samburucu” comandado pela dona Chica Macaxeira. Aluízio foi o primeiro governador (nomeado) do Território Federal do Guaporé assim como seu primeiro deputado federal eleito.

Por incrível que posso parecer, o poder a partir de 1946 passou a ser alternado, hora quem mandava era Aluízio ora era o Coronel Joaquim Vicente Rondon eleito deputado federal em 1954.

Cutubas e Pele Curtas

Na eleição de 1958 Aluízio Ferreira se candidatou a deputado federal tendo como suplente o Coronel Paulo Nunes Leal seu adversário, foi o médico Dr. Renato Medeiros que teve como suplente o empresário Miguel Chaquiam.

Em virtude da sofrível administração do Coronel Rondon entre 1954 e 1957, Aluízio voltou com a corda toda e foi aí, que surge na política de Rondônia as facções: Cutuba e Pele Curta.

Cutuba eram os correligionários de Aluízio Ferreira e Paulo Leal que receberam essa “alcunha”, por conta de uma “Estória” criada pelo jornalista Inácio Mendes que publicou em seu jornal, que o prefeito de Porto Velho indicado por Aluízio Ferreira, havia sido flagrado praticando “pederastia”. Inácio o denominou de “Cutuba” baseado na pesquisa que fez, sobre o nome da cidade paulista de Araçá Tuba que quer dizer: Araçá (espécie de goiaba) e Tuba (doce) então o leitor pode deduzir o qeu ele quis dizer apelidando o correligionário de Aluízio de CUTUBA.

Para não ficar por baixo, os aluizistas apelidaram os correligionários de Renato Medeiros de “Pele Curta”. A alcunha foi aplicada, em virtude do candidato a suplente de deputado federal de Renato Medeiros Miguel Chaquiam ser baixinho, dizem que não tinha nem um metro e meio.

Daí diziam os “cutubas”, que o nariz do suplente que havia sido prefeito de Porto Velho, era muito perto da bunda, daí o apelido “PELE CURTA”.

Bacana foi a apuração dos votos, que naquele tempo, era transmitido por um alto-falante instalado na praça Mal. Rondon em frente ao fórum Ruy Barbosa (hoje Fuad Darwiche). Aluízio Ferreira e Paulo Leal dispararam na frente. Por exemplo: era 20 X 1. Vinte votos para Aluízio e Paulo e um para Renato e Chaquiam.

O povo logo transformou a apuração em gozação: “Aliza o Pau” e “Renato Chateando”. Os Cutubas venceram de lavada aquela eleição. O troco veio na eleição de 1962 quando Renato Medeiros derrotou a chapa dos Cutubas liderada pelo Coronel Énio Pinheiro. Foi a eleição da “Caçambada Cutuba”.

Salve os 75 anos do Território Federal do Guaporé!

 

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